27/07/2009

Um milhão de sacos são consumidos por minuto

Calcula-se que, atualmente, cerca de 150 sacos plásticos são produzidos por ano, por pessoa. A taxa mundial de consumo de sacos eleva esse universo de sacolas plásticas para 500 bilhões ao ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia, quase um milhão por minuto. No entanto, não são esses números que preocupam. O mais preocupante é que apenas 0,6% de todas essas sacolas plásticas são recicladas. Além disso, por não serem produtos biodegradáveis, o tempo que elas demoram a se decompor completamente na natureza é de, aproximadamente, 400 anos.

O ideal, segundo a professora do curso de engenheira ambiental da UFRPE, Simone Maria da Silva, seria que as pessoas usassem a menor quantidade possível de sacolas plásticas. No entanto, elas ainda são bastante usadas nos ambientes domésticos. A aposentada Glaucia Maria de Oliveira, de 53 anos, por exemplo, sempre arruma uma nova função para as sacolas plásticas que traz da feira, seja como saco para lixo, para transportar algo, para separar restos de alimentos do lixo comum ou para recolher as folhas que caem do pé de manga que tem no quintal.

“A gente, aqui em casa, sempre precisa de uma sacola para fazer alguma coisa. Para toda sacola nós arrumamos uma utilidade”, explicou a dona de casa, que garante também colaborar com o meio ambiente. “Se eu estou reutilizando as sacolas, não estou deixando de contribuir com a preservação do meio ambiente”, disse. Para Simone Silva reaproveitar as sacolas plásticas não deixa de ser uma forma de colaborar para com a preservação do meio ambiente, reutilizá-las é melhor do que invalidar a sacola logo após descarregar os produtos da feira.

“Essa atitude é positiva, pois colabora para não sujar o meio ambiente e com o tempo de uso do material”, explicou a especialista. No entanto, Simone alerta para os que reutilizem sacolas plásticas ficarem atentos à quantidade de sacolas que usam em relação às que mantêm guardadas. “Hoje, nota-se que as pessoas estão fortemente dependentes do plástico. E todos devem ficar atentos a essa dependência”, orientou.

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=47129

27/07/2009

O Brasil produz diariamente 115 mil toneladas de lixo domiciliar. Para se ter idéia, para carregar tudo isso ao mesmo tempo seriam necessários 16.400 caminhões. Nas grandes cidades, cada habitante gera quase um quilo de lixo por dia.

Alguns bons hábitos podem ajudar a diminuir esse problema:

- consuma com consciência, planejando muito bem as compras e priorizando produtos de qualidade;

- evite o desperdício, usando os produtos até o final da vida útil;

- reutilize seus utensílios sempre que possível;

- encaminhe seu lixo para coleta seletiva e reciclagem, atitude socialmente responsável, uma vez que também gera emprego e renda para milhares de catadores.

É muito fácil separar o lixo. Basta saber o que pode ou não ser reciclado.


Você pode reciclar

Papel: jornais, revistas, papelão, formulários, papéis em branco e escritos, cartões, aparas, cartolina, embalagens de ovo, envelopes e caixas em geral

Plástico: copos plásticos, garrafas PET, vasilhas, sacos de leite, frascos de xampu, de detergente e de óleo, embalagens de margarina, tubos e canos de PVC

Vidro: copos, garrafas, potes, frascos e cacos

Metal: chapas metálicas, latas de alumínio, latas de óleo, marmitex, panelas, arames, pregos, sucatas de ferro e cobre

Outros: embalagens longa vida, CDs e DVDs


Você não pode reciclar

Papel: etiquetas adesivas, papel carbono e de estêncil, papel plastificado, fita crepe, fotografia, papel celofane, papel de fax, papel metalizado, papel sanitário, papéis sujos de comida e guardanapos

Plástico: tomadas, cabos de panelas, embalagens metalizadas de biscoito e salgadinho, náilon e poliéster

Vidro: espelho, lâmina, pirex, porcelana, cerâmica, lâmpadas comuns e tubos de TV

Metal: clipes, esponjas de aço, canos e grampos

Outros: pontas de cigarros, esponjas, espuma e madeira

Fonte: http://www.walmartbrasil.com.br/sustentabilidade/dicas_interna.aspx?id=249

20/07/2009

Spam, um lixo que custa caro
Relatório da I.C.F. International revela números alarmantes sobre as emissões de gases do efeito estufa causadas pela circulação de spams na internet

Da Revista Sustenta

Para um usuário da internet, é bastante inconveniente ter que separar o que é spam do que não é na caixa de e-mail. Sem tomar o devido cuidado, o internauta pode ter uma a dor de cabeça ainda maior, já que esse tipo de lixo eletrônico normalmente vem acompanhado de vírus, spywares ou outras espécies de ameaças virtuais.

Mas os spams desperdiçam não apenas o tempo e a paciência dos usuários, mas uma enorme quantia em dinheiro. Um relatório de âmbito mundial divulgado em abril deste ano, realizado pela I.C.F. International, consultoria internacional sobre questões sustentáveis, e encomendado pela McAfee, revelou que a energia gasta para transmitir, processar e filtrar spams no ano de 2008 chegou a 33 bilhões de kWh (quilowatt-hora) – equivalente ao consumo energético de 2,4 milhões de casas nos Estados Unidos.

Para produzir essa quantidade de energia seria necessário, por exemplo, que a Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, em São Paulo, utilizasse o mesmo volume de água que flui pelas Cataratas do Iguaçu durante seis anos. Em escala global, o desperdício de energia causado por todas as atividades que a transmissão de spams prejudicam tem, também, um alto custo ambiental: o estudo indica que o fenômeno resulta em emissões de gases do efeito estufa equivalentes às de uma frota de três milhões de automóveis circulando no período de um ano.

O custo financeiro dos spams recai diretamente sobre o usuário final. O relatório demonstra que uma pessoa gasta, em média, 52% da energia desperdiçada para ler as mensagens, 27% para procurar mensagens incorretamente assinaladas como spam e 16% ao processar os softwares que filtram tais mensagens. No entanto, fica claro que esse tipo de lixo eletrônico provoca, principalmente para países como os Estados Unidos, uma demanda maior da produção de energia, que no caso provém essencialmente de termoelétricas de carvão.

O Brasil, entretanto, não fica atrás: o texto indica que somos o 2° maior gerador de spams na rede mundial de computadores, responsáveis por 10% do total. Os Estados Unidos lideram a lista, com 26% das mensagens produzidas globalmente. O documento também reporta que 80% de toda a informação produzida na internet são constituídas por spams.

The Carbon Footprint of E-mail Spam Report faz alusão a uma experiência que demonstra que a solução para esse problema não é intangível. No dia 11 de novembro do ano passado, a McColo Inc., site estadunidense notoriamente conhecido por proliferar lixo eletrônico pela web, foi tirado do ar pelo seu próprio serviço provedor de internet. Durante a noite, 70% do volume usual de spams deixou de circular, o que a ICF calculou ser o equivalente a tirar de circulação 2,2 milhões de veículos particulares durante um dia. Talvez por isso, Jeff Green, vice-presidente para o desenvolvimento de produtos da McAfee, acredita que devemos “parar os spams em sua fonte, assim como investir no desenvolvimento de tecnologia de ponta para sua filtragem, que irá salvar tempo, dinheiro e pagar dividendos ao planeta ao também reduzir as emissões de carbono”.

Fonte: http://www.planeta-inteligente.com/page/article/id/38/Spam-um-lixo-que-custa-caro

 

Movimento NOSSA CAMPINAS
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